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Um reizinho simpático e nem tão mandão assim

De forma delicada e lúdica, livro trabalha o egocentrismo infantil e mostra que para amadurecer é preciso lidar com as frustrações no nosso dia a dia

 

Ele é um rei cheio de súditos, que faz o que quer, que entra nas casas sem pedir muita licença e brinca sem pedir licença também. O ratinho Epaminondas parece tão seguro de si, mas, na verdade, ele tem medo e angústias como toda criança. Embora os animais da floresta gostem dele e o respeitem, ser um ratinho egocêntrico nem sempre é tão fácil. Para mostrar que precisamos lidar com limites, frustrações e que não podemos ser o centro do mundo em todas as situações, o professor Arnaldo Rebello, escreveu Epaminondas, livro infantil que acaba de chegar ao mercado pela Editora Leitura e Arte.

Este é o primeiro livro publicado por Rebello. Formado em Letras, com mestrado em estudos da escrita e professor de linguagem na Educação Básica e no Ensino Superior, o autor criou essa personagem encantadora, a partir das histórias que contava para sua filha, Júlia. As peripécias desse ratinho (que ainda não tinha nome quando foi inventado) eram as preferidas da menina e ganharam as páginas deste livro depois que o autor teve mais contato com a literatura infantil e se dedicou também a estudar o tema. “Estudei a questão do egocentrismo infantil em artigos, livros e pesquisas sobre Piaget, por exemplo, para embasar a narrativa, embora este embasamento não esteja explícito na obra. Comecei também a ler e estudar mais dobre a literatura infantil e vi que este gênero literário, nas últimas décadas, mudou bastante, o que me deixou maravilhado”, diz ele.

Epaminondas conta a história desse gracioso ratinho que gostava de brincar de ser rei e gira em torno do egocentrismo infantil, muito forte e próprio da primeira etapa da infância. “ É parte do desenvolvimento infantil, até que a criança comece a perceber a presença do outro e a ter a noção do que é outro”, explica o autor. De uma forma bastante paciente, os animais da floresta acolhem as brincadeiras do Epaminondas, que conta também com uma espécie de tutor muito simpático: o coelho Oswaldo.  Ao longo da história, o ratinho, auxiliado por Oswaldo e outros amigos da floresta, perceberá que é preciso ceder, que apesar de tudo não ser exatamente da forma que queremos, podemos ser felizes e nos divertir.

“Eu não queria que a narrativa fosse apenas uma história infantil, meu objetivo é que ela tivesse um contexto/background interessante. Optei, portanto, por uma espécie de linha central que pudesse mostrar esses aspectos necessários para o amadurecimento das crianças. Para isso, tentei escapar de clichês, embora existam alguns aspectos universais da literatura infantil dos quais a gente não pode escapar”, relata Rebello.  A escolha do rato como protagonista se deu também pelo fato de ser um animal pequeno e, de certa forma, solitário, que, segundo Rebello, é apresentado em muitas histórias de maneira agradável e “fofinha”.

Além das questões próprias do amadurecimento infantil, Epaminondas aborda a importância do companheirismo e da amizade, como fios condutores do processo de crescimento e da compreensão sobre nosso papel no mundo. “Não quis entrar propriamente em relações familiares, na história não se conta as origens das personagens e não se fala também qual é a relação entre elas. Elas simplesmente estão ali, a gente percebe que existe essa relação de responsabilidade pelo outro. Então, o Oswaldo é uma figura de um adulto, que olha por Epaminondas e o ajuda a se desenvolver, pois a criança sozinha não consegue olhar para certas questões. Sutilmente vai conduzindo o ratinho a compreender certas atitudes e a importância das relações sociais”, relata Rebello.

Para dar corpo à narrativa, a ilustradora Luciana Leite criou aquarelas coloridas que mesclam traços clássicos e modernos, dando um aspecto delicado às personagens, além de mostrarem suas personalidades e sentimentos. Epaminondas também é o primeiro livro infantil que Luciana ilustra. Juntos nesse “debute” Arnaldo e Luciana (que se conheceram na escola de suas filhas) projetaram uma obra prazerosa e instrutiva, ainda que o objetivo inicial não tenha sido um livro propriamente educativo.

Apaixonada por desenho desde criança, Luciana trabalha com a arte da aquarela de forma personalizada: ilustrando muitas histórias de vida, de famílias, de crianças, ilustrações pontuais que tinham relação com este universo –  retratos que contam uma narrativa, que eternizam e dão vida a momentos especiais, de maneira artística. “ Para esta história, crie as cores quase instintivamente e, no final, essas cores foram muito felizes, dando uma identidade linda ao livro, além de agregaram bastante na composição. A ilustração tem um papel de co-autoria, contando mais do que o texto diz, indo além do texto”, conta Luciana.

A ilustradora sugeriu também um elemento muito importante, que dialoga com o comportamento do ratinho em todas as páginas: uma bola colorida como objeto de transição. “É um objeto inserido no contexto da narrativa de forma sutil. Essa construção reflete o processo de amadurecimento da personagem e é uma forma de mostrar para as crianças que há maneiras de resolver seus problemas”, diz ela. “É algo subjetivo que enriqueceu muito o texto, pois trouxe novos elementos para serem descobertos. Acho isso muito importante porque um livro infantil não pode se esgotar na primeira leitura, num primeiro contato, por isso, as crianças gostam tanto de ler e reler uma história”, completa Arnaldo.

 

Sobre o autor:

Arnaldo Rebello é formado em letras e é professor há 19 anos. Dá aulas para Educação Básica e Ensino Superior na área de linguagem. Seu doutorado, finalizado em 2018, é sobre ensaio da escrita. Depois que sua filha Júlia, hoje com 8 anos, nasceu Arnaldo criou a história de um ratinho que brincava de ser rei e, de lá para cá, o ratinho se tornou a personagem preferida de Júlia, assim ela acabou ganhando as páginas deste livro. Epaminondas é o primeiro livro de Arnaldo, que conta com diversas produções acadêmicas, mas nenhuma literária até então. O processo de elaboração do livro durou quase três anos e contou com leituras críticas de especialistas. Em seus estudos para dar corpo ao livro, ele percebeu a evolução da literatura infantil nas últimas décadas e tem se dedicado ao tema em novos projetos que pretende tirar do papel em breve.

 

 Sobre a Ilustradora

 Luciana Leite é arquiteta e trabalhou muitos anos na área. Embora seja apaixonada por desenho desde criança (aos 12 anos fez um curso de desenho na Academia Brasileira de Artes), iniciou seu trabalho profissional como ilustradora há mais ou menos 4 anos, depois que seus filhos Nicole e Michael nasceram. A partir daí, criou um estúdio de design criativo e hoje desenvolve ilustrações personalizadas. Luciana já fez muitos trabalhos de marketing e branding, muitos relacionados a marcas infantis. Epaminondas é o primeiro livro infantil que ilustrou, atualmente está desenvolvendo também um projeto para um livro de culinária.  Ela diz ser uma honra e um prazer ter criado as ilustrações para Epaminondas.

Ficha Técnica
Páginas: 44
Formato: 27 x 27 cm
Capa dura
Edição: 1ª
Ano: 2021 PRÉ VENDA

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